Grandes conquistas das mulheres ao longo da história


Hoje, 08 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, uma data de grande importância para todas as mulheres e suas lutas.

Em todas as áreas de atuação as mulheres são referências, por isso é necessário e justo reinvindicar condições mais igualitárias, uma sociedade menos discriminatória e mais livre de qualquer tipo de violência física ou psicológica.

Vamos falar um pouco das grandes conquistas das mulheres na sociedade ao longo da história.

Vitórias que colaboraram para o avanço da sociedade e da luta feminina. Destacaremos a luta de diferentes mulheres, de diferentes povos e raças que somaram e ainda somam forças para vencer a desigualdade de gênero e assim poder conquistar o acesso ao mercado de trabalho em diferentes esferas da sociedade, então é importante falarmos sobre as mulheres no poder e como lideranças.

Ah-hotep I foi uma figura muito importante durante o período do Novo Império, é considerada pelos estudiosos, como a principal fundadora da 18a Dinastia do Egito, no séc. XVI a.C.

Ela governou como regente após a morte de seu pai. Armas e joias encontradas na tumba de Ah-hotep I incluem um machado derrubando um soldado hicso e voando em direção à rainha, o que reforça o seu papel na expulsão dos hicsos. Ela ficou conhecida na história como a rainha guerreira.



Artemísia I de Cária se tornou governante da Jônia, cliente dos persas. Ela é lembrada por sua participação na Batalha da Salamina, no contexto das Guerras Médicas, em 480 a.C. Ela mesmo aconselhou o rei Xerxes a não confrontar os gregos pelo mar. Porém, o rei ignorou o seu conselho. Em determinado momento, os gregos estiveram próximos de capturar o seu trirreme. Rapidamente, ela afundou um navio persa, confundindo as forças militares gregas.


Joana d’Arc foi uma camponesa que teve participação relevante na Guerra dos Cem Anos, liderando as tropas de Carlos VII em conquistas importantes. Capturada pelos ingleses, foi julgada e condenada à morte na fogueira por bruxaria, sendo executada aos 19 anos de idade. No século XX, teve sua imagem reabilitada e hoje é um dos grandes nomes da história francesa.



Grandes conquistas das mulheres na sociedade


Em 1792, na Inglaterra, Mary Wollstonecraft escreve um dos clássicos da literatura feminista, “A Reivindicação dos Direitos da Mulher”. Neste livro, Wollstonecraft responde aos teóricos da educação e política do século XVIII que não acreditam que as mulheres devem ter acesso ao sistema educacional.

Em 1822, no Brasil, Maria Leopoldina Josefa Carolina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, exerce a regência, em 1822, na ausência de D. Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz exige que D. Pedro proclame a independência do Brasil. Adverte: "O pomo está maduro, colhe- o já, senão apodrece".


Em 1879, Mulheres conquistam o direito ao acesso às faculdades O acesso à educação fora uma grande para a emancipação das mulheres, antes resumidas apenas ao âmbito doméstico. Somente em 1879 elas tiveram acesso às universidades, mas hoje, mais de 100 anos depois, elas se tornaram maioria na educação superior brasileira, segundo o Censo da Educação Superior 2018, realizado e divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Em 1885, no Brasil, a compositora e pianista Chiquinha Gonzaga estreia como maestrina, ao reger a opereta "A Corte na Roça". É a primeira mulher a estar à frente de uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha compôs mais de duas mil canções, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país.

Em 1929, Alzira Soriano conquistou 60% dos votos e em 1º de janeiro do ano seguinte foi empossada prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte.[2] Foi a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade. E foi a primeira mulher eleita prefeita em um país que ainda não havia permitido o sufrágio feminino (direito ao voto) - o que só aconteceria quatro anos depois,.

Em 1932, no Brasil, Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras. Este direito foi consolidado dois anos depois, na Constituição de 1934. A bióloga Bertha Lutz é um dos nomes entre as pioneiras do movimento feminista brasileiro. Tendo conhecido a luta feminina na Europa e nos Estados Unidos, ela foi responsável direta pelas mudanças de leis que deram direitos básicos às mulheres. Ela criou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) e afirmava que votar não era um privilégio, e sim uma obrigação, e que não deveria haver distinção de gênero.



Em 1934, A primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada, a nadadora Maria Lenk, de 17 anos, embarca para Los Angeles. É a única mulher da delegação olímpica.



Em 1933, Carlota Pereira de Queirós tornou-se a primeira deputada federal brasileira por São Paulo.



Em 1934, Maria Teresa Silveira de Barros Camargo foi a segunda mulher a conseguir ser eleita prefeita de uma cidade em toda história do Brasil, ao assumir a Prefeitura de Limeira, no Estado de São Paulo.


Em 1948, na Inglaterra, a holandesa Fanny Blankers-Koen, 30 anos, mãe de duas crianças, foi a grande heroína da Olimpíada, superando todos os homens ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo. Fanny foi considerada a "Atleta Feminina do Século", pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).



Em 1974, foi eleita a primeira presidente mulher do mundo. Isabelita Perón assumiu o governo da Argentina em 1974, depois da morte do seu marido Juan Domingo Perón. O governo que tivera herdado uma série de problemas, como greves de trabalhadores, inflação e violência política, e a medida tomada pela então presidente foi decretar estado de sítio e reformar o ministério. A crise saiu do controle e Isabelita foi deposta pelos militares em um golpe ocorrido em 1976.


Em 1979, as mulheres tiveram direito à prática do futebol

Devido a um decreto da Era Vargas que estabelecia que as mulheres não podiam praticar esportes determinados como incompatíveis com as “condições de sua natureza”.


Em 1988, aconteceu o primeiro encontro nacional de mulheres negras

Aproximadamente 450 mulheres negras promoveram diversos eventos em diferentes estados do Brasil para debater questões do feminismo negro



Em 1996, Nélida Pinõn foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras.

Sua obra já foi traduzida em inúmeros países, tendo recebido vários prêmios ao longo de mais de 35 anos de atividade literária.



Em 2006, Heloísa Helena foi a primeira mulher a ir a um debate presidencial televisionado.



Em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha em combate a violência contra a mulher.

A Lei nº 11.340/2002 foi sancionada para combater a violência contra a mulher e ganhou o nome de Maria da Penha em referência a farmacêutica que lutou por quase 20 anos para que seu marido fosse preso após tentar matá-la por duas vezes.



Em 2010, Dilma Rousseff, foi eleita a primeira presidente mulher do Brasil. venceu as eleições presidenciais no segundo turno, tornando-se a presidente da República Federativa do Brasil. Sendo reeleita novamente no ano de 2014.

Em 2015, foi sancionada a Lei do Feminicídio

A Constituição Federal reconhece a partir da Lei nº 13.104 o feminicídio como um crime de homicídio.



Em 2018, a importunação sexual feminina passou a ser considerada crime

A partir da Lei nº 13.718/2018 o assédio passa a ser considerado crime no Brasil


A luta feminina segue necessária e com muita importância na conscientização da sociedade patriarcal em que vivemos de seus valores e direitos.

Que continuem obtendo progresso e vitórias, a liberdade de ser o que quiser e estar onde quiser.

Para todas vocês que nos inspiram a cada dia. Parabéns, professoras, colaboradoras, alunas e a todas as mulheres pelo seu dia.

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